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![]() | Esta antevisão baseia-se em mapas disponíveis na internet com previsões de pressões, ventos, temperaturas e tempestades oceânicas. A ondas que nos chegam são primeiro geradas pelos ventos fortes que varrem por vezes parte do Atlantico norte, quase sempre na vizinhança de alguma baixa pressão. |
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A partir daí, as ondas propagam-se a direito através do Atlântico durante milhares de quilómetros e durante dias. Neste estado de swell as ondas têm uma amplitude (altura) muito menor mas tambem têm cristas muito mais afastadas, e viajam em grupos isolados de ondas (sets). Para se observar as ondas de swell é necessário recorrer a boias de ondógrafo. O nosso país dispões de algumas dessas boias mas os dados recolhidos não são livremente distribuidos.
Finalmente ao atingirem a nossa costa as cristas das ondas levantam e voltam a ter uma altura respeitável até que rebentam e dão origem ao surf. Para a delícia dos surfistas estas ondas são livres na nossa costa.
Para fazer esta previsão calculamos o número de dias que o swell leva a percorrer o caminho desde as baixas pressões até nós.
| Quando uma baixa pressão vem do Atlântico e atinge o nosso país provoca geralmente, | Quando temos uma baixa pressão estacionária na Península Ibérica existe em geral um anticiclone em frente à nossa costa e temos, |
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chuva ondas fortes e de vento vento sul água quente e rica em matéria orgânica morte de parte do plancton diminuição da pesca erosão da orla marítima |
tempo seco ondas de origem remota vento norte água fria e rica em minerais plancton saudável aumento da pesca regresso da areia às praias e dunas |
Por exemplo desde o Inverno passado que uma massa de água fria se acumulou na região dos Açores e criou uma barreira natural contra a passagem das baixas pressões. Assim as baixas pressões, que normalmente atravessam o Atlantico desde a América até a Europa não chegaram cá. Por isso tivemos um tempo catastróficamente seco até ao fim do verão, e não tivemos ondas realmente grandes durante esse período. No fim do verão as Caraíbas criaram ciclones fortes em grande número, que dispararam pelo Atlântico acima e produziram por exemplo as ondas do WQS da Ericeira. O efeito final foi de rebentar com a massa de água fria açoreana e abrir de novo a porta às baixas pressões, que nos têm regado de chuva e servido boas ondas.