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Noutros paises, associações de surfistas têm lutado pelas ondas. Por exemplo nos EUA, onde até existem praias privadas, a Surfider Foundation tem desempenhado um papel precioso na preservação de praias e do seu acesso, principalmente em oposição a condomínios privados. No UK, a Surfers Against Sewage tem vindo a lutar contra um sistema de esgotos arcaico. Em Portugal excelentes praias para o surf têm sido danificadas ou mesmo destruídas.
É conveniente revermos a especificidade do problema português. No nosso caso a figura do domínio público marítimo impede que um promotor privado compre uma praia, e lá construa um hotel ou venda apartamentos. Curiosamente o problema passa sistematicamente pelo governo central ou pelas autarquias. Neste momento, tanto existem fundos da CEE como fundos locais, em ultima análise provenientes dos nossos impostos, para construir marinas, portos de abrigo, e outras infraestrururas de betão. As autarquias, possivelmente para mostrar obra feita aos seus eleitores, têm efectuado diversas construções sobre o mar.
Infelizmente a riqueza nacional está a ser canalizada contra a nossa riqueza em ondas perfeitas. A Marina de Cascais destruiu a onda de Santa Marta. Uma outra onda superior que foi a destruída é a onda de Kirra, logo a Sul de Sines, que ficou aterrada pela extensão do Porto Oceânico de Sines. Os casos actualmente mais sensiveis situam-se na Madeira, em ondas mundialmente famosas, como as ondas do Lugar de Baixa, do Paul do Mar, do Jardim do Mar, da Fajã da Areia e da Ponta delgada. O rol de ondas fisicamente em perigo não acaba aqui, existem outros casos em que há rumores e intenções de conquistar terreno ao mar e às ondas. Para além destes casos de destruição sumária de ondas, temos o problema crónico de praias poluídas pelos esgotos, que tanto desaguam com as ribeiras como escorrem das falésias, desde Lisboa até Cascais, ou na Ericeira.
Felizmente existe um caso muito positivo. Trata-se de Santo Amaro de Oeiras. Nos dias de temporal de inverno esta é simplesmente a melhor onda desde o cabo de São Vicente ate ao rio Minho. Trata-se de uma onda comprida, tubular e perfeita, onde o vento de Oeste ate sopra de Off-shore. Após reuniões entre a Câmara Municipal de Oeiras, a Administração do Porto de Lisboa e os surfistas foi possível reduzir um esporão que estava a ser construido sobre o excelente fundo de lage onde quebra a onda. Acresce que a Ribeira da Lage também está a ser despoluída, e que a linha costeira está a ser devolvida à população com o ordenamento da praia e a construção de um caminho pedonal.
Pretende-se que esta página se torne num fórum para debater e para evitar a destruição de praias e de ondas em Portugal. Pode enviar para
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